tunga

Teixeira Coelho /// Tunga, imaginário do concreto .

A afecção como modo do pensamento

"Os conceitos estéticos só começaram a interessar-me quando percebi suas raízes existenciais, quando os compreendi como conceitos existenciais", reconhece Milan Kundera em livro recente. Isso não significa necessariamente que o conceito estético, portanto a arte, se confunde com a vida, mas, sim, que é um modo de pensá-la, tanto quanto à arte. É como a arte me interessa, muitas vezes: modo do pensamento, de um pensamento com história artística. Perspectiva tanto mais válida quando o assunto é Tunga, ele que não apenas subscreveria a proposta de Kundera como diz ser o afeto (na sua linguagem, outro modo de dizer arte) um modo de pensar. Melhor que afeto, e mais que isso, seria dizer afetual: o sentimento provocado por algo mais a impressção física desse algo sobre o corpo: a afecção –como o campo magnético em Palíndromo incesto.
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Interessam-me também antes as obras que levantam problemas ou se criam problemas, como em Tunga, do que as que apresentam ou crem apresentar soluções.

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