manuel vilarinho

Paulo Reis /// Memento mori nas imagens de Manuel Vilariño

No seu livro Bild-antroplogie o historiador Hans Belting empreendeu uma arqueologia de teor epistemológico sobre o interesse da imagem e, contrariando o senso comum de que este pertence ao nosso tempo, afirma que este interesse vem desde os tempos mais remotos e, tão pouco, representa um interesse ocidental. Prioritariamente, segundo o autor, é saber antes de tudo o que denominamos de imagem, pois “alguns igualam as imagens em geral com o campo visual, com o que é imagem a tudo o que vemos, e nada permanece como imagem enquanto significado simbólico. Outros identificam as imagens de maneira global com signos icónicos, ligados por uma relação de semelhança a uma realidade que não é imagem, e que permanece por cima da imagem. Por último, está o discurso de arte, que ignora as imagens profanas, ou seja as que existem na actualidade no exterior dos museus (os novos templos), ou que pretende proteger a arte de todos os interrogantes das imagens que o roubem o monopólio da atenção.

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