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María Peña Lombao // O caminho traçado é o seguinte: das mãos às mãos. Jesús Palomino (Sevilha, 1969), começa a sua trajectória a construir casas com elas, e, actualmente, a pergunta que se levanta em todas as suas entrevistas e projectos de diálogo parece gritar sobre uma questão muito concreta: para que servem as mãos. Começa a sua carreira a juntar materiais para montar uma vivenda, até hoje em dia quando se pergunta sobre a situação actual do trabalhador, que não é outra que a questão sobre quem é o dono das mãos. Quem sou eu e o que faço. Entre os seus últimos projectos encontramos Acantilado, uma série de entrevistas rodadas em 2008 em cima da rocha Dún Aengus, na ilha Inis Mór, na Irlanda, onde várias pessoas reflectem sobre as condições de trabalho: “Se tivesses de explicar ao teu filho o que é o trabalho, que dirias?” “Qual é o trabalho do homem?” O homem trabalha com as mãos; Palomino ficou ligado a elas até apagar o rasto das suas favelas e ficar a viver num perpétuo diálogo: “Gostaria de ser reconhecido como um promotor de situações artísticas imaginativas, de acontecimentos humanos de interesse e de leituras pertinentes e cheias de esperança.” |