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Ruth Rosengarten /// Para Fernanda Fragateiro, há qualquer coisa de ecológico – e logo de politico – no acto da subtracção. Aumentar o excesso de coisas e lugares que sufocam os espaços públicos e privados seria ignorar uma crise cuja definição mesma é, pode-se pelo menos em parte considerar, ideológica. E retirar alguma coisa a um ambiente já de si congestionado possibilita, por oposição, criar um caos calmo num mundo que funciona segundo a lógica da acumulação. Fernanda Fragateiro manifesta-se a favor dessa subtracção, seja através de actos radicais de extracção, ou através da recuperação do que apenas se encontra silenciosamente presente, submerso em camadas acrescidas de construções, terra ou detritos. |