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Anne Heyvaert /// Foi para mim uma grande emoção, quase 25 anos depois do falecimento do meu pai René Heyvaert (1929-1984), receber a sua primeira grande monografia editada na Bélgica, e que nos apresenta uma obra intensa e radical na qual o quotidiano e a criação estão profundamente ligados. Graças a este livro e a outros eventos em volta da sua figura redescobri um pai que conhecera muito pouco; embora nos escrevesse regularmente e nos enviasse postais feitos por ele, directamente, sem envelope e não apenas escritos. Estes postais-objectos, primeiros exemplos para nós da sua actividade artística, surpreendiam-nos, por vezes gostávamos, outras vezes irritavam-nos, embora os tivéssemos guardado com cuidado; ainda nos provocam sensações muito profundas, epidérmicas. |