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Javier Hontoria /// Ecos dum desenho. Ignacio Uriarte A boa forma em que está, desde alguns anos atrás, o desenho como prática artística autónoma abriu o leque de possibilidades narrativas e conceptuais a uma multidão de artistas. Hoje toda a gente desenha e são tantos os artistas que de algum modo incluem trabalhos sobre papel nas suas apresentações. Para o bem, e, claro, também para o mal. Surgiram em datas relativamente recentes algumas alternativas muito interessantes no campo do desenho mas ao mesmo tempo apareceram desenhadores paupérrimos, empenhados em subir, dum modo oportunista e falso, ao carro da moda. Existem muitos artistas medíocres com uma certa habilidade para fazer com que as suas carências passem despercebidas, mas um exercício aparentemente primário como o desenho costuma deparar resultados fulminantes e situar cada um no seu lugar. Não são poucos os casos de artistas que trataram de reconduzir os seus trabalhos pelo caminho do desenho e não fizeram nada a não ser acentuar as suas dúvidas de uma forma mais clara. |