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Bénédicte Ramade /// Desde há muito que persiste o hábito de cruzar a natureza nos lugares da arte. A representação aí ocupa um lugar preponderante mas, desde há cerca de quarenta anos, que não é excepcional expor amostras naturais deslocadas. É claro que, quando um artista toca o natural, explora o potencial metafórico e simbólico, a amálgama é feita, daqui em diante, com uma ética verde. Focalizar-se-á no alcance verde do gesto, independentemente do seu meio de expressão, esquecendo, pouco a pouco, os processos artísticos e estéticos colocados. Hoje, a recepção crítica e pública está obcecada pelo ecologicamente correcto, um magma verde ambiente, cujo jogo é difícil de dominar. Quando se contempla o trabalho de Gabriela Albergaria, é-se tentado a desenvolver uma leitura superficialmente eco-friendly. Todavia, existe bem mais do que isso. |