| Elisa Byington /// Entrevista com Jannis Kounellis | |
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P: O novo Museu de Arte Contemporanea de Nápoles –Madre– inaugurou uma retrospectiva de quase cinco décadas do seu trabalho, contando com sua ativa participação. R: As exposições individuais são coisa recente. A primeira de artista vivo me parece que foi feita nos anos 20 ou 30. Houve uma mudança no peso do pintor que passou a se apresentar em um plano diferente. Um pouco como os literatos no século XIX. A exposição individual tem eficácia dramatúrgica. Por isso devem ter uma razão de ser. Ao menos as feitas pelo pintor. Deve haver um motivo para juntar todas aquelas coisas. Não é para comemorar ou demonstrar a própria bravura. O motivo é apresentar uma dramaturgia dotada de objetivos precisos. A mostra que estamos preparando é a tentativa de realizar um “ato único”, algo que, ao menos neste momento, não seja divisível. |