gary

Alberto Ruiz de Samaniego ///

Gary Hill e Maurice Blanchot. Diálogos no limiar

 

Gary Hill sempre entendeu o trabalho videográfico como um modo de “pensar em voz alta”. De facto, a sua obra poder-se-ia caracterizar pela inegável vocação da imagem como meio de descoberta; um lugar onde se traça, inclusive, uma experiência limite, mais do que um espaço de contar histórias, de desenvolver um sentido narrativo, um lugar. Assim, percebe-se em Hill, uma firme concepção de sentido processual e indefinido que adopta a experiência artística, na medida em que a peça se assume como uma realidade, justamente, de processo ou em processo. Equivale, pois, a uma espécie de abertura linguística, da qual a obra brota, desde uma proximidade máxima ao processar do pensamento. Não se trata, portanto, de uma realidade estática e fechada, constituída com fins precisos e encaminhada para uma unidade, determinada, por exemplo, na explanação de uma ideia ou de uma tese.(...)
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