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Paulo Reis ///

Monocromatismo como afirmação do mundo.

"Após a Fonte de Marcel Duchamp, a arte –ou o ambiente de arte como bem definiu Arthur Danto– poderia chamar de arte o mais banal dos objetos industriais, desde que este tivesse sido escolhido pelo artista para ter lugar no museu. A certeza nos readymades de Duchamp ultrapassou a dúvida da representação de Cèzanne e, desde então, a decisão sobre o que é arte ou não passa a pertencer exclusivimente ao artista. Ainda segundo Danto, a nossa cultura desenvolveu duas maneiras, ou melhor, duas categorias para se relacionar com arte do presente. A primeira e menos complexa é onde está Picasso e seus congêneres, pois a priori não é preciso estar munido dos códigos operados por estes artistas para a compreensão de suas obras. Mesmo que o público não entenda o que representa a radical operação perpretada pelo cubismo, Picasso e seus congêneres são e serão sucessos de público, como uma atração de circo.(...)"

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