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Paula Roush /// Francis Alÿs: O caminho clandestino

Em relação a qualquer prática que se centre no dia a dia, o corpo de trabalho de Francis Alÿs tem apontado, desde há muitos anos, para a questão de como lidar com o social. Neste caso, a rua e o espao da cidade tornaram-se os pontos de articulação em volta dos quais tiveram lugar acções estéticas, resíduos para um arquivo da vida quotidiana coleccionada, e uma poética crítica do espaço desenvolvida. Mas se existe um sítio suficientemente expansivo para estudar a prática diária de Francis é a cidade de Londres, onde a sua produção pedonal arrancou para um projecto de cinco anos intitulado Sete Passeios. Caminhar como forma de investigação do dia a dia está na base do projecto de Londres, e, como estratégia que permite a mistura de ficção e observação empírica, com a vantagem de ser sempre uma obra em progresso. Decisivamente, trabalhar nos centros comercial e financeiro da cidade levanta questões interessantes relativamente ao problema do dia a dia, em parte devido á existncia de tanta vigilância e, em parte, devido a resíduos de outros paradigmas urbanos que coexistem nem sempre de forma visível.

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