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Lorenzo Mammi /// Mortes recentes da arte. A idéia de que arte possa morrer e esteja morrendo remonta, como todo mundo sabe, a Hegel. Em tempos recentes, foi retomada por críticos e historiadores de tendencias diferentes, e com objetivos diferentes. Todos eles, no entanto, partem de um ponto comum: que a arte dos últimos trinta anos teria provocado uma fratura irrecuperável não apenas em relação às linguagens do Modernismo, mas também em relação à história da arte como um todo. Entre os autores que defenderam hipóteses de uma morte da arte, tentarei analisar dois, que na discussão sobre esse tema me parecem ocupar pólos opostos: Giulio Carlo Argan e Arthur Danto. De Argan, utilizarei sobretudo um breve texto: "A crise da crítica e a crise da arte", último capítulo de Arte e crítica de Arte; outras contribuições à discussão se encontram no capítulo "A crise da arte como cincia européia", em Arte moderna, e em vários outros textos do autor. De Danto, aproveito um livro recente, After the end of art, resultado de uma série de conferncias proferidas em 1995. |