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Paulo Reis /// Há mais Bergson em Matrix que Matrix em Sergio Prego. Em suas reflexões sobre o mundo, o filósofo Henri Bergson exalta à vida em seu sentido mais amplo como um devir resultante da necessidade da matéria, ou existir per se. O pensamento de Bergson tornou-se central para os fenomenologistas Gaston Bachelard e Maurice Merleau-Ponty. O essencialismo bergsoniano –ressalvando-se seu positivismo l'espirit du temp– alimentou toda a poética fenomenologista nos estudos dos materiais, da duração, do tempo, da memória, do comportamento, da forma, do visível e do invisível, do espaço. O pensamento de Bergson é inciático para o pensamento bachelardiano, pois como diz o próprio autor: "Aqui o espao é tudo, pois o tempo já não anima a memória. A memória –coisa estranha!– não registra a duração concreta, a duração no sentido bergsoniano. Não podemos reviver as durações abolidas. Só podemos pensá-las, pensá-las na linha de um tempo abstrato privado de qualquer espessura. pelo espaço; é no espaço que encontramos os belos fósseis de duração concretizados por longas permanéncias. O inconscinte permanece nos locais. As lembranas sao imóveis, tanto mais sólidas quando mais bem espacializadas..." |