Pedro Barateiro

Fernando Castro Flórez ///

Notas de rodapé acerca da obra de Pedro Barateiro

A incerteza rodeia a pintura: o seu fim (desanimado ou escatológico) carece de fim. Há necessidade de se expandir para não se tornar fóssil, de tanta obsessão moderna pela “autonomia”. Não se trata tanto de que o destino do imaginário seja o informe ou que o abjecto seja a nossa principal experiência expressiva, nem sequer que o colapso se tenha produzido ao tentar dar resposta à pergunta sobre as condições que fazem com que uma pintura seja vista como tal, algo assinalado muito acertadamente por Douglas Crimp. O problema que se articula é o da aplicação da pintura, isto é, a decisão sobre a posição efectiva que lhe corresponde. A posição crítico-política ou o sociologismo não são as únicas vias para sair de um labirinto onde se neutralizaram muitos afectos e, indubitavelmente, muitas provocações foram rectorizadas ou legitimadas desde a pose irónica.

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