Richard Prince

Mónica Yoldi ///

Richard Prince e a apropiação de elementos da cultura de massas

Durante as últimas décadas, a inundação massiva de imagens a que os media nos submeteu, a publicidade e, sobretudo, a reprodução e repetição de todo tipo de iconografia, nos seus mais distintos suportes, desvirtuou o significado do conceito de originalidade na arte. O poder da originalidade deixou de estar associado à unicidade e à não reprodutibilidade da imagem.

A autoria e a originalidade sofreram uma transformação devido às novas tecnologias. Na actualidade, qualquer imagem se copia, se recontextualiza, se duplica ou se reprocessa. Na arte contemporânea, a reprodução não apenas se converteu numa forma de fazer característico, como também é um dos principais temas de reflexão.

Um dos artistas que se apropria de imagens dos media, para configurar as suas peças, é o norte-americano Richard Prince (Panamá, 1949). Ao apropriar-se das imagens impressas que aparecem nas revistas, catálogos ou outras publicações, e do modo como se mostram, explora a manipulação que os meios de massas exercem sobre a consciência e as estratégias para tal empregues.

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