Bill Viola

Monica Yoldi /// Pasado e tradição na obra de Bill Viola

Poder-se-ia afirmar que, durante toda a história, a arte foi evoluindo à custa de beber, de tempos a tempos, nas fontes do passado. Pois parece inevitável que estilos e formas de fazer considerados periclitantes ressurjam para dar vida a maneiras novas de conceber a arte. Um exemplo seria o Renascimento que retoma conceitos e cânones pertencentes à Grécia clássica e que voltaria, ainda uma outra vez, séculos mais tarde, com o Neoclassicismo.A cavalo entre os séculos XX e XXI, a obra de Bill Viola (Nova York, 1951) é um expoente claro de como a tradição se converte em ponto de partida da criação contemporânea. O seu trabalho entronca com a pintura gótica e renascentista e cria peças a partir de frescos e quadros de conteúdo religioso. Volta o olhar sobre obras-primas que tratam temas transcendentes como a morte, o nascimento ou a passagem da vida.

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