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EDITORIAL Hans Belting /// Porquê o museu? Novos mercados, memórias coloniais e políticas locais Em Março deste ano, a Feira de Arte de Dubai, uma subsidiária do International Financial Centre de Dubai (DIFC), organizou um “Fórum Global de Arte” que durou três dias e foi comissariado por Maria Finders, da Brunswick Arts. Surpreendentemente, uma das secções foi apresentada com o título de “Os próximos dez anos de arte contemporânea no Médio Oriente”, como se fosse possível planeá-los previamente. Um comentário esclareceu que o título implicava duas questões. Como é que a Arte Contemporânea vai afectar o Médio Oriente nos próximos dez anos? Ou, como é que o Médio Oriente vai afectar a Arte Contemporânea? A Arte Contemporânea, como podemos concluir, tornou-se sinónimo de Arte Global, a qual o fórum pretendia promover no Médio Oriente. A Cultura, lia-se, “está a tornar-se um motor económico”. Uma vez que tudo no estado deserto é criado ex nihilo, também a Arte Global está na sua agenda no tocante à invenção de uma cidade global. |