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Suso Fandiño /// Do alheio, o próprio e o apropiado nos tempos que corren Rever a complexidade do momento actual remete-nos a um cenário diferente do previamente imaginável para a primeira década do século XXI. Os diferentes processos iniciados no último quartel do passado século, entre eles, e de uma maneira notável, a incursão do alheio como material próprio no apropriacionismo, produziram diferentes formas de expectativa perante uma situação de heterogenia fragmentada. Este novo espaço de acontecimentos viu triunfar novos sistemas de mediação entre os espectadores e o contexto da arte. O modelo mais extenso não conseguiu eliminar o autor, embora o tenha afogado na imprecisão das propostas temáticas herdadas do modelo dialéctico establecido por Documentas e Bienais. Este modelo estendeu-se de uma forma natural a muitos museus e centros de arte contemporânea ávidos de poder gerar os seus próprios eventos. |